Nessa animação podemos perceber o quão difícil era atravessar o muro de Berlim, construído em 1961, era uma operação cara e complicada de ser administrada, que dividia, fisicamente os dois blocos de poder da época: o mundo socialista, comandado pela URSS (União das Repúblicas Socialisatas Soviéticas) e o mundo capitalista, comandado pelo seu maior representante, os Estados Unidos. Vale a pena dar uma olhada, tanto alunos quanto para os meus colegas da docência ou demaias interessados.
Este blog tem o objetivo produzir e contribuir na construção do conhecimento, tanto para meus alunos quanto para meus colegas professores e demais interessados em questões relacionadas as ciências humanas e que ajude na desconstrução de preconceitos raciais, pois o preconceito é fruto do desconhecido. Também postarei algumas dicas de aulas. Aproveitem e citem este blog nas suas pesquisas. PAZ!!! Ao vizitar este blog, deixe um comentário.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Navio Negreiro (Castro Alves) , com imagens do filme Amistad
Livro: "África na sala de aula
Neste livro a autora Leila Leite Hernandez revisita, com extrema sensibilidade, temas fundamentais para a compreensão da história contemporânea dos países africanos, como o papel da violência, da discriminação e das arbitrariedades dos regimes colonialistas. Ao mesmo tempo, contribui de forma significativa para a percepção de que esses temas continuam mal compreendidos pela historiografia e que precisa se despir de sovinas colorações emocionais e políticas ao se apresentar em sala de aula.
Valor médio de R$ 80,00 à R$ 90,00
Descolonização do continente africano.

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As colônias tinham a administração diferenciada de acordo com o colonizador. A descolonização não conseguiu alcançar a transformação social e o desenvolvimento autocentrado. Podemos dizer que a África só mudou de dono, deixou de ser colônia da Europa e ficou subordinada pelos Estados Unidos e União Soviética (a Guerra Fria) o imperialismo foi trocado pelo neocolonialismo.
A ascensão dos Estados Unidos e da URSS como potências mundiais as reivindicações africanas de emancipação e os interesses econômicos das emergentes multinacionais norte-americanas, que tinham como obstáculos as políticas dos impérios coloniais, foram determinantes do processo de descolonização dos países africanos. Mesmo o curto período de duração (menos de um século de ocupação efetiva) foi suficiente para transformar o continente profundamente, tanto do ponto de vista das configurações territoriais herdaram fronteiras coloniais traçadas segundo os interesses europeus como a organização política e social.
Referências Bibliográficas.
Formação Docente- América Latina e África. Cursos de Especialização para o quadro do Magistério da SEESP
Memória da África- Biblioteca Digital
Os países europeus que colonizaram a África durante o século XX

Colonização da África e da Ásia, fatiaram estes continentes como uma pizza
A importância do Congo na Partilha da África
Após o antigo sistema colonial a Europa voltou os olhos para a África com o intuito de obter matérias-primas no desenvolvimento da sua Revolução Industrial e novos mercados consumidores. Nesta perspectiva os países ocidentais foram os mais visados para a nova exploração e o Congo, localizado na região central da África, era considerado um ponto estratégico devido aos seus rios que cruzavam boa parte da África, desaguando no Oceano Atlântico servindo de escoamento de matérias-primas exploradas de um solo extremamente fértil em minérios e outros recursos naturais a custo de mão-de-obra muito barata. Toda esta importância geográfica e econômica fez com que a população do ficasse a vontade da cobiça dos seus algozes exploradores europeus.
Leopoldo II, Rei da Bélgica, defendendo seus interesses particulares dominou e implantou, na região do Congo, uma das colonizações mais cruéis desta região estrategicamente importante que após a Partilha da África no século XIX. Os impérios coloniais absorveram as riquezas da África, escravizaram pessoas com as sua teorias racistas de superioridade branca até o final da Segunda Guerra Mundial. Não que o racismo e a exploração tenham acabado, mas uma nova forma de dominação se instaurou com as independências, muitos presidentes africanos continuavam a governar para seus exploradores.
Livro "Colonos e Quilombolas de Irene Santos
Colonos e Quilombolas - um registro iconográfico e poético da territorialidade negra em Porto Alegre
O livro “Colonos e Quilombolas” registra histórias dos territórios negros urbanos formados em Porto Alegre, findo o trabalho escravizado, por meio do testemunho e da voz iconográfica de seus protagonistas, moradores da região conhecida como Colônia Africana. O território se iniciava na atual Cidade Baixa e passava pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat, Rio Branco e estendia-se até o bairro Três Figueiras, onde subsiste o Quilombo dos Silva, reconhecido pelo Governo Federal, mas, diuturnamente contestado pela vizinhança, como é regra no tratamento dado aos quilombos, urbanos e rurais, em todo o país. Apesar de ter suas ruas inscritas nos mapas do século XIX, a região, popularmente conhecida como Colônia Africana, nunca foi reconhecida pela Prefeitura como um bairro da cidade. Os depoimentos e as fotografias nos contam uma história de resistência e reinvenção da vida na busca da humanidade plena, roubada pelo racismo. Os moradores da Colônia Africana nos alertam, por exemplo, que os porto-alegrenses gostam de pensar que os judeus foram os primeiros habitantes do Bom Fim. Não foram, não. Os negros chegaram antes, bem no início do século XX. Aos poucos foram imprimindo suas marcas nas festas populares e de origem religiosa que envolviam os imigrantes europeus, também moradores do bairro. A região era povoada por homens e mulheres negros qualificados para diferentes ofícios: trabalhadores(as) domésticos(as), tais como jardineiros, cozinheiras e damas de companhia; acendedores de lampião, roçadores de terrenos, lavadeiras, benzedeiras, condutores de carros e bondes, costureiras e músicos, dentre os predominantes. Como define a professora Petronilha Gonçalves na introdução da obra: “Os habitantes da Colônia Africana, assim como de outros bairros negros de Porto Alegre são colonos, não porque povoaram áreas não habitadas, ou porque se dedicaram ao cultivo de terras. São colonos porque guardaram, aqueceram e lançaram em seus descendentes, sementes de culturas africanas e histórias de antepassados trazidos à força da África. Sementes que germinaram em trabalhos, celebrações, festejos, jogos, cuidados e criatividade. Os negros colonos, como os quilombolas de que trata este livro, são guardiões de conhecimentos e da sabedoria que os escravizados trouxeram em seus corpos, consciência, sentimentos, e com os quais ajudaram a erguer a nação brasileira. São colonos e quilombolas porque resistem às reiteradas tentativas de desqualificação e de extermínio, porque ergueram e continuam erguendo fundamentos das africanidades brasileiras, resistindo para não desligar de suas origens.” Para narrar estas histórias, Cidinha da Silva se juntou às gaúchas Dorvalina Fialho, Vera Daisy Barcellos e Zoravia Bettiol, sob coordenação editorial de Irene Santos, e escreveu dez textos ficcionais a partir de depoimentos de ex-moradores da Colônia Africana para o livro “Colonos e Quilombolas”, um registro épico da territorialidade negra em Porto Alegre. Em tempo: Emanoel Araújo ocupou-se do prefácio da obra
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